\n'; document.write(barra); } } changePage();
O APOCALIPSE
O
último livro reconhecido como “canônico” pela Igreja é o
livro do “Apocalipse” ou das “Revelações”, sua tradução do grego.
Foi escrito no ano noventa e cinco de nossa era, na ilha de
“Patmos”, no litoral da Grécia, onde o apóstolo João estava
exilado pelas autoridades romanas da época.
Na verdade João escreveu seu
“Apocalípse”, após um conjuntos de visões sobrenaturais,
suscitadas por Deus, por meio de seus anjos. João era o mais jovem
discípulo de Jesus, “aquele a quem Jesus amava”, como nos
ensina as Sagradas Escrituras e a Tradição (Jo, 21, 20-21).
Ficou exilado nessa ilha, por alguns anos, vindo a morrer no
ano cem de nossa era, quando termina então, as revelações
públicas de Jesus Cristo.
Era um período de grandes
sofrimentos para as comunidades cristãs de todo o mundo
antigo, pois havia grandes perseguições contra os cristãos,
perpetradas por Nero, o impiedoso imperador de Roma.
Nessa situação de angústia e
aflição para todo o orbe católico, Deus enviou seus anjos para
revelar a João, o conjuntos de fatos e situações que todos
estaríamos a enfrentar, até a consumação dos tempos, ou a
volta triunfal de Cristo na glória, no dia do juízo final.
É
portanto um verdadeiro “livro de revelações”, pois além de nos
ensinar as coisas de Deus e de seus tempos, nos fortalece na fé, nos exortando a viver as atribulações e os problemas
cotidianos com fé, esperança e amor!
Na verdade, o Apocalípse é um livro de leitura difícil, pois está todo ele redigido com
muitos símbolos, figuras literárias de época, e linguagem
rebuscada, que torna sua compreensão sempre problemática. De
fato, ao longo da história foram muitos os estudiosos que se
debruçaram sobre o texto, visando sua explicação e
apresentação “didática” para o conjuntos dos fiéis.
Divisão do texto para
fins de maior compreensão.
Uma divisão razoável do texto para
fins didáticos nos é oferecida pelos exegetas (estudiosos) da
“Bíblia de Jerusalém”, feita por diversos especialistas em
ciências da religião, lingüistas, tradutores, historiadores, e
outros, publicada em 1989 pela “Edições Paulinas”, em
são
Paulo.
| Prólogo: anuncio dos anjos a João, sobre os acontecimentos que se darão, e sobre a realeza de Deus. |
-
Satanás contra a igreja. |
| O
grande dia da ira Apresentação da Babilônia |
-
Queda da Babilônia |
| O Reino
messiânico O combate escatológico |
- O Julgamento |
| Apêndice |
- As duas testemunhas |
Breve explicação sobre os temas apresentados
O
apóstolo João, que estava prisioneiro na ilha de Patmos,
recebe a visita de um anjo, que lhe pede para anotar tudo o
que aconteceria no decorrer dos tempos, até a vinda de Cristo
no dia do juízo final, para julgar vivos e mortos.
Dessa forma, João escreve tudo que
vê e ouve.
O
principal no texto de São João, é a luta sem tréguas, entre o
demônio e o Cristo, o Messias de Deus.
João descreve uma luta que houve
no princípio dos tempos entre o anjo Miguel e Lúcifer, com
derrota desse último, que se transforma em um ser oposto ao
querer de Deus, um demônio. O demônio, também chamado de
“dragão”, desce à terra para fazer guerra contra a Igreja de
Deus, e a seus filhos, conclamando todos os poderosos da terra
a se unirem a ele, em sua luta contra o Bem.
Satanás apresenta aos povos, uma
“besta”, que faz grandes prodígios na presença dos homens,
seduzindo-os com falsos milagres, portentos.
Os filhos de Deus porém, não se
deixam enganar, e por esse motivo a “besta”, juntamente com um
“falso profeta”, promovem perseguições à Igreja de Jesus
Cristo.
Todo o texto joanino é, porém,
todo ele tomado por símbolos e imagens alegóricas, o que o
torna sempre muito instigante e complexo.
O livro termina com a derrota do demônio e de seus seguidores,
quando então Cristo instaura o seu Reino de glória e felicidades eternas, simbolizadas pela vinda da “nova
Jerusalém celeste”.
A
mensagem do texto é portanto, a da fidelidade a Deus
e à sua Igreja, suscitando os
fiéis à confiança e a oração, sem se deixar levar e enganar
pelas seduções desta vida, e de seus atrativos
materiais.