\n'; document.write(barra); } } changePage();
![]()
|
|
Neste ano de
2002, a Campanha da Fraternidade tem |
|
justiça
do Senhor”
(Mensagem para a Quaresma 1992). Ao refletir sobre a realidade dos
povos indígenas, a Igreja convida a todos, governo e sociedade, à
solidariedade para com os nossos irmãos e irmãs indígenas, e ao resgate
da dívida social que temos para com os primeiros habitantes de nosso país.
Estas conquistas seriam alcançadas combatendo toda forma de discriminação
e marginalização contra eles, defendendo o seu direito à terra e
atendendo às suas legítimas necessidades sociais e culturais. No Brasil,
aos povos indígenas vieram se juntar, de maneira forçada, os negros
vindos da África para trabalhar como escravos e mais tarde os imigrantes
de todas as partes do mundo, que chegaram sonhando com uma terra livre,
farta e próspera. A variedade de culturas e de povos convivendo
pacificamente é na verdade uma das maiores riquezas do Brasil. Dom
Raymundo Damasceno Assis Pe.
José Adalberto Vanzella |
|
Dom
Sinésio Bohn |
|
A Fraternidade e os Povos Indígenas
A Campanha da Fraternidade de 2002, com o
tema A Fraternidade e os Povos Indígenas, chamará o povo brasileiro a se
espelhar na sua resistência como base para buscar formas de transformar o
país, cuja história política e econômica é marcada pela desigualdade.
Mortes como a do índio Wapixana Kenedi Salomon, 16 anos, ocorrido na
quinta-feira, dia 13, vítima de abuso policial e tortura, conseqüência
dos espancamentos que sofreu de policiais civis, quando trabalhava como
caseiro, na região de Água Boa, estado de Roraima, são frutos da arrogância
e da falta de respeito a que as comunidades indígenas brasileiras estão
expostas. A polícia entrou no sítio onde Kenedi trabalhava, com a
desculpa de procurar o responsável pelo furto de um motor de luz. Kenedi
e outros caseiros foram levados pelos policiais e barbaramente espancados.
Com dificuldades para falar português, o indígena foi o que mais sofreu
e chegou a ficar doente durante dois meses, depois definhou até a morte.
Mais do que nunca, é chegada a hora de repensar os valores, as concepções
e estereótipos. A campanha da Fraternidade 2002 incentivará os cristãos
e as pessoas de outros credos e religiões que atuam junto aos povos indígenas
a intensificar as ações de solidariedade, de apoio ao movimento indígena,
na articulação de suas grandes lutas por políticas públicas adequadas,
que valorizem a educação, a assistência à saúde, em respeito à sua
própria medicina, à proteção ao meio ambiente e à demarcação das
suas terras. O desafio é construir uma sociedade mais justa e humana. A
garantia da posse da terra é elemento fundamental na vida dos povos indígenas.
No Brasil, das 756 terras indígenas, apenas 236 estão efetivamente
garantidas. O procedimento é realizado em cinco fases e pode levar muitos
anos para ser concluído, dependendo dos interesses políticos e econômicos
envolvidos nas regiões. A campanha será lançada pela Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na Quarta-feira de Cinzas, 13 de
fevereiro, data que marca o início da Quaresma, mas já no início do próximo
ano as dioceses, prelazias, paróquias e comunidades católicas estarão
discutindo, debatendo e promovendo ações em apoio e defesa dos povos indígenas.
(Mais detalhes sobre a campanha no site www.cnbb.org.br e sobre a questão
indígena, no site do CIMI: www.cimi.org.br ). Atualmente, a população
indígena está estimada em 510.101 pessoas, 225 povos, que falam 180
idiomas. Os índios estão entre os segmentos da população que mais
crescem. Mas, nem sempre foi assim. Em 1972, quando o CIMI (Conselho
Indigenista Missionário) foi criado, a população indígena girava em
torno de 180 mil indígenas que, segundo antropólogos e historiadores,
corriam sério risco de desaparecer. Parte desta análise catastrófica
estava relacionada com a política oficial, que visava a “integração”
dos povos indígenas à comunhão nacional. Nestes 30 anos de existência
do CIMI, a população indígena cresceu, e pelo menos 65 povos indígenas
recuperaram a auto-estima e a determinação para reafirmar sua identidade
étnica e cultural. São povos que durante muitos anos foram obrigados a
esconder sua origem ou a se aliar a outros povos para não desaparecer.
Agora lutam pela demarcação de seus territórios e pelo atendimento
adequado de suas necessidades por parte do governo federal. Enfrentam as
políticas indigenistas oficiais e o preconceito da sociedade. Mas,
contam, também, com uma rede de solidariedade e simpatia, que a Campanha
da Fraternidade irá ampliar e consolidar. (CIMI-
Conselho Indigenista Missionário). Fonte: Cimi |
| aconteceu | bíblia | busca diocese | documentos | doutrina | home page |
| informativo | links | liturgia | maria | mensagens | pe zezinho |
| sacramentos | santos | são leopoldo | teologia | textos | vida paróquia |