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HISTÓRIA
DO USO DAS VELAS
Os judeus nos ensinaram a usar
a vela. Para guardar a Lei do Sábado, os judeus usavam a chama
da vela para dar solenidade especial à importância da noite de
sexta-feira.
Para lembrar um ente
querido que morreu, o judeu acendia a vela, símbolo da vida
que continua, vida eterna. Para destacar o ensinamento da
Tora, a luz da sabedoria de Deus, do dever da moral e da
ética, os judeus acendiam as velas nos castiçais do
Templo.
Para os judeus, a chama da
vela que sobe sempre, mostra para cima, convida para viver das
coisas do alto, para praticar a vontade de Deus, para dar a
dimensão da vida eterna, em cada momento de nosso dia a
dia.
Para os judeus a vela
significa, ainda, a nossa missão. Porque, como a chama pode
acender outras velas, sem perder a sua própria força, assim
também o ensinamento da Tora (Lei do Pentateuco) deve acender
a luz da ética e da moral no mundo
inteiro.
Assim, a vela acesa
significa, também, o nosso dever de espalhar o que vivemos e o
que aprendemos na experiência e relação com Deus. Por isso, a
vela acesa lembra para o judeu o sentido de sua vida, de sua
missão e de suas obrigações nesta
terra.
Os cristãos começam usar a
vela a partir do século III , sobretudo para iluminar o
ambiente na hora da oração ao cair da noite. Assim, a vela
acesa começa significando ao cristão a elevação da alma, a
sintonia com Deus e a inspiração da
oração.
A vela acesa aparece no
túmulo dos mártires cristãos nas catacumbas de Roma, depois
nas basílicas, em seguida sobre os altares e aos pés das
imagens dos santos, e bem mais tarde diante do Santíssimo
Sacramento para significar a presença real de Cristo na
Eucaristia. A Igreja de Jerusalém criou o uso do Círio Pascal,
simbolizando Cristo Ressuscitado e dando muito significado a
toda a liturgia pascal das sete semanas antes de
Pentecostes.
A vela que se dá aos
pais e aos padrinhos do batismo, significa que eles não deixem
apagar a vida cristã do filho e do afilhado até a sua morte,
significa a fé viva, praticante, atuante, que se multiplica
pelo testemunho e apostolado. Por isso, aquela vela acesa que
se coloca na mão do moribundo, na agonia da morte, é a mesma
vela que o batizado recebeu, acesa no círio pascal pelo seu
padrinho no dia do seu batismo, que significa a perseverança
na vida de família divina, no compromisso de viver como filho
de Deus e irmão de todos, como iluminados por Deus e luz do
mundo.
Mons.
Arnaldo Beltrani - Vicariato da
Comunicação