glossario_catolico01
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GLOSSÁRIO  CATÓLICO

ABADE Monge ou cônego colocado à frente de uma abadia depois de eleito pela comunidade local.

ABADIA Comunidade ou edifício sob a autoridade de um abade ou de uma abadessa que acolhe outros religiosos. Não se submete à autoridade de um bispo.

ABJURAR Negar através de um juramento um pensamento considerado pela igreja uma heresia.

ABSTINÊNCIA Privação voluntária de certos alimentos e bebidas em sinal de penitência.

ADORAÇÃO É um ato religioso que significa ao mesmo tempo prostrar-se e adorar a Deus.

ALIANÇA Pacto entre Deus e os homens. A aliança estabelecida entre Deus, Noé, Abraão, Moisés e David sela o pacto entre Deus e o povo de Israel. Para os cristãos a aliança mais importante foi a estabelecida por Jesus.

ALTAR Entre os hebreus, o altar (mizbeah, aquilo sobre o que se sacrifica) estava originariamente relacionado com uma aparição de Deus (Moisés elevou um altar aos pés do Sinai: Ex 24,4) e sobre ele matava-se o animal oferecido à divindade. Em seguida assumiu o significado costumeiro de mesa.

AMBÃO É uma tribuna destacada com alguns degraus e destina-se à liturgia da palavra. Nas igrejas paleocristãs e da alta Idade Média, era destinado, originalmente, aos cantores ou a um grupo de cantores e também serviu, depois, para as pregações e para as leituras que faziam parte da liturgia. Consta de uma plataforma alta, sustentada por colunas ou por um alto pedestal geralmente em forma de animal, delimitado por parapeitos que se prolongam ao longo da escada de acesso. Teve origem no ambão o gênero de púlpito que se desenvolveu no gótico e no primeiro Renascimento.

ANACORETA O mesmo que eremita, monge que vive na solidão.

ANAMNESE Recordação; avivar a memória.

ANO LITÚRGICO Ano pontuado pelas grandes festas cristãs como Natal, Páscoa e Pentecostes. Começa no quarto domingo antes do Natal.

ANUNCIAÇÃO Anúncio feito a Maria pelo anjo Gabriel de que ela daria à luz ao Filho de Deus.

APÓSTOLOS Os doze discípulos escolhidos por Jesus Cristo e enviados em missão.

ARCEBISPO Bispo com funções de chefia. Eles usam o pálio e a cruz com dois travessões.

ARIANO Seguidor da heresia de Ario, que nega a divindade de Cristo.

ASCENSÃO Subida de Jesus ao céu.

ATEÍSMO Doutrina de quem nega a existência de Deus.

BASÍLICA É o termo com que antigamente se indicava um edifício público destinado a ser lugar de reuniões e com o qual se indica hoje o templo cristão dedicado ao culto. No direito canônico, é considerado como basílica o edifício destinado ao culto e ao qual, independemente de sua qualidade de catedral, a autoridade eclesiástica conferiu o referido título, com os privilégios que lhe são inerentes. Essa atribuição acontece por concessão apostólica, mas o título de basílica pode também provir de um costume imemoriável. Em geral, é dado o título de basílica às igrejas que, por sua antigüidade, sua beleza e sua importância, atraem grande número de peregrinos ou são objeto de particular veneração.

BATINA Preto para os sacerdotes, arroxeado para os bispos, vermelho para os cardeais, branco para o papa, o hábito talar é envergado pelo clero católico no uso cotidiano e sob as vestes litúrgicas durante o exercício dos ofícios. Após as reformas promovidas pelo concílio Vaticano II, a veste talar, inclusive na Itália (a partir de 1966), é de obrigação somente durante as ações litúrgicas e pastorais. Fora delas, pode-se usar o clergyman.

BATISMO O batismo é o primeiro dos sete sacramentos e, por isso, definido como o sacramento "da iniciação cristã": torna todo batizado filho de Deus, membro da Igreja, sanciona sua identidade pelo recebimento do nome próprio, e é necessário para o recebimento dos demais sacramentos.

BEATIFICAÇÃO Ato pelo qual o Papa atribui a alguém o título de bem-aventurado e autoriza seu culto público. É a segunda etapa da canonização.

BISPO Sucessor dos apóstolos que está à frente de uma igreja local.

BLASFÊMIA Palavra ou gesto pelos quais se pretende ultrajar a Deus.

CÂNON Regra respeitante à fé ou à disciplina religiosa.

CÂNON DAS ESCRITURAS Lista oficial dos livros tidos como inspirados pelo Espírito de Deus.

CÂNONES CONCILIARES Decisões dos concílios expressas sob forma de sequência de leis.

CÂNON DA MISSA Parte da missa que não varia, entre o prefácio e o Pai Nosso.

CANONIZAÇÃO Processo pelo qual se inscreve um bem-aventurado na lista dos santos da Igreja e se autoriza seu culto em toda a Igreja.

CARDEAL Conselheiro eleito pelo Papa.

CARIDADE Amor de Deus e do próximo, eleita por São Paulo como a maior virtude.

CASTIDADE Comportamento ordenado da sexualidade. O voto de castidade pode ser feito tanto no casamento como no celibato, pois não significa abstinência sexual, mas domínio sob as atividades sexuais.

CÁTEDRA É um tipo de assento sem braços, munido de espaldar recurvado de diferentes medidas, que passou do mundo grego ao mundo romano.

CATEDRAL É a igreja principal da diocese, onde está a cátedra do bispo. É chamada também de duomo ou "casa (de Deus)". Se o bispo é investido de alguma dignidade ou jurisdição particular, sua catedral recebe título análogo: metropolitana, primacial, patriarcal. A catedral deve ser solenemente consagrada e a data dessa consagração (ou dedicação) é celebrada em toda a diocese com rito solene.

CATÓLICO O que se refere à universalidade da Igreja e tem no Papa a autoridade máxima.

CELIBATO Estado de uma pessoa não casada.

CENOBITA Monge que vive em comunidade sob a direção de um abade.

CILÍCIO Veste feita de um tecido muito áspero usada para penitência.

CLAUSURA Recinto que separa os religiosos do mundo, geralmente é utilizado por monjas.

CLERO Conjunto de religiosos a serviço dos fiéis.

COMUNHÃO A comunhão eucarística é a participação no sacramento da Eucaristia. O termo comunhão fundamenta-se na passagem de São Paulo (1Cor 10,16) e a união individual (incorporatio) com Cristo que ela exprime é indicada pelas palavras de Cristo referidas por São João (6,57). Já desde o século XIII a Igreja deixou cair em desuso o hábito de dar a comunhão às crianças depois do batismo, e o concílio de Trento estabeleceu que, para a primeira comunhão, era preciso esperar a idade da razão.

CONCÍLIO É a assembléia de bispos reunida para deliberar em matéria de fé e de disciplina eclesiástica. O concílio chama-se ecumênico se são chamados a participar de suas assembléias todos os bispos da Igreja católica universal. É chamado particular se dele participam apenas alguns bispos da cristandade. Este último, por sua vez, pode ser plenário se dele participam os bispos de diversas províncias eclesiásticas, e provincial ou metropolitano se dele participam os bispos de uma só província eclesiástica.

CONCLAVE O termo "conclave" indica tanto o lugar onde os cardeais procedem à eleição do papa como o conjunto dos cardeais participantes. A origem da palavra conclave remonta aos tempos da eleição (1268) do sucessor do papa Clemente IV, quando os dezoito cardeais reunidos em Viterbo para eleger o novo papa não tinham conseguido, depois de dezoito meses de reunião, chegar a um acordo sobre um nome.

CÔNEGO Membro de uma reunião de monges de uma catedral.

CONFESSIONÁRIO Os confessionários, no modelo que até hoje se usa, remontam ao século XVI e foram postos em todas as igrejas depois da Contra-Reforma para garantir o anonimato e o segredo da confissão. A partir da época de sua invenção, o confessionário manteve sempre o mesmo desenho básico, mas seguiu na decoração o gosto e a imaginação de cada época em que foi construído.

CONFISSÃO A confissão é o ato de reconhecer e declarar a própria culpa. Na religião cristã católica, o termo confissão designa o ato com que, dentro do sacramento da penitência, o fiel manifesta ao sacerdote os próprios pecados, para receber sua absolvição sacramental.

CONGREGAÇÃO Associação religiosa de sacerdotes ou leigos cujos membros emitem votos simples e seguem organizações.

CONSAGRAÇÃO De acordo com a religião cristã, a consagração indica a passagem estável e legalmente válida de uma pessoa ou de uma coisa da ordem profana para a ordem sagrada, mediante um rito. Na liturgia católica, a consagração por antonomásia é o ato com que, durante a missa, o sacerdote transforma, em nome de Jesus Cristo, o pão e o vinho no corpo e no sangue d'Ele (transubstanciação). No Pontifical romano fala-se também de outras consagrações especiais: a consagração de uma igreja ou de objetos sacros a serem usados nas celebrações de uma missa. Igualmente, a ordenação de um sacerdote e de um bispo são duas espécies de consagração. Todavia, no caso de tais ordenações acontecerem sem haver comunhão com a hierarquia da Igreja, elas são ilícitas, embora sejam válidas.

CONTEMPLAÇÃO Perfeita intimidade com Deus.

CONTEMPLATIVO Religioso que se consagra a Deus e vive em clausura.

CONVENTO Casa religiosa de uma ordem ou congregação, difere do mosteiro pois seus membros não são monges, mas religiosos.

CONVERSÃO Mudança radical de conduta moral e religiosa.

CORAL É a tribuna ou balcão que, nas igrejas, abriga não só o conjunto dos cantores que compõem o coro, mas também o órgão e, eventualmente, outros instrumentos. Com esse mesmo nome indica-se também a organização coral a serviço de uma igreja, de uma corte ou de um município, encarregada de executar a música litúrgica ou de conferir solenidade, com sua presença, a cerimônias profanas de particular importância.

CORO É a parte do edifício religioso - em frente ou em torno do altar - onde ficam os eclesiásticos que participam da ação litúrgica, ou também o conjunto dos assentos de madeira destinados aos monges ou aos cantores.

CORPORAL É o quadrado de linho ou de cânhamo, geralmente engomado, sobre o qual são postos os recipientes sagrados (cálice, patena, cibório), com as espécies eucarísticas durante a missa e em outras ocasiões de culto. O nome deriva de sua função de receber simbolicamente o corpo de Cristo. Dobrado em quatro, é guardado numa bolsa, que acompanha as cores litúrgicas.

CRISTÃO Fiel de Cristo, que pertence a uma das igrejas nascidas da pregação de Cristo (católica, ortodoxa ou protestante).

CREDO É a formulação suscinta da fé cristã, chamado também de símbolo. Desde os primeiros anos da história do cristianismo, a administração do batismo era precedida por uma profissão de fé (At 8,37; 1Cor 15,3-4). Já a anônima Epistola Apostolorum (por volta de 160-170 d.C., Carta dos Apóstolos) apresentava uma síntese da fé cristã. Mais tarde (século IV), surgiu o Credo chamado "dos apóstolos", cujas origens, porém, talvez remontem a não mais que o século II. A seguir, a polêmica antiariana levou a Igreja a definir a formulação dogmática referente à Trindade. Nasceu daí o Credo que, introduzido diretamente na missa em alguns países ocidentais desde o século VI, foi depois aceito quase que universalmente. Conhecido como símbolo niceno-constantinopolitano, enquanto fruto dos dois concílios ecumênicos de Nicéia (325) e I de Constantinopla (381), que se ocuparam respectivamente das relações Pai-Filho e Pai-Espírito Santo, ele já é documentado antes de 381 (em especial por Epifânio de Salamina, em 374). Ainda que existam muitas outras formulações do Credo, devido a concílios ou também a teólogos individuais, nenhuma outra formulação, porém, teve a difusão das duas primeiras.

CRIPTA O vacábulo "cripta" indicava originariamente uma passagem coberta por uma abóbada, não necessariamente subterrânea ou semi-subterrânea. Posteriormente passou a indicar uma parte de catacumba. Com o advento das basílicas cristãs, o termo foi aplicado ao vão, totalmente ou apenas em parte sob o piso do presbitério, onde com freqüência está o túmulo de um mártir. A cripta assume grande importância e extraordinárias dimensões na época românica, quando ocorreu primeiro uma elevação do piso do presbitério em relação ao piso da igreja (catedral de Modena), chegando até a formar, depois, um oratório subterrâneo composto da cripta propriamente dita e de outros locais de culto. Não muito difundida na Itália, no período gótico, ela o foi mais na França, onde assumiu grandiosas dimensões (catedral de Chartres). Depois da época gótica, o uso dessa estrutura arquitetônica tornou-se cada vez mais raro.

CRISMA A crisma, chamada também de "confirmação", é o segundo dos sete sacramentos e, juntamente com o batismo e a eucaristia, constitui a plenitude e a marca da iniciação cristã, porque por meio dela o cristão recebe os dons do Espírito Santo e completa a sua identidade cristã e eclesial. Seu nome deriva do grego "chrisma", que significa "ungüento" e, por extensão, "unção". Essa tríade sacramental constitui em seu conjunto a energia espiritual que sustenta o desenvolvimento e o crescimento cristãos.

CRUZ A cruz, que se refere ao santo lenho no qual Jesus Cristo foi crucificado, tornou-se símbolo do cristianismo. Graças às numerosas passagens do Novo Testamento relativas à cruz, tornou-se esta bem cedo objeto de reflexão e de uma teologia específica. Mesmo entre os protestantes, desde o tempo de Martinho Lutero, a teologia da cruz ensina que esta é considerada o caminho privilegiado para chegar ao conhecimento de Deus. Historicamente, a cruz era um instrumento de suplício usado pelos romanos. Às vezes, como no caso de São Pedro, para aumentar o escárnio, a cruz era posta de cabeça para baixo.

CRUZADA Expedição militar montada pelos cristãos a pedido do Papa para expulsar os muçulmanos da Terra Santa.

Fonte: Coleção "Santo do Dia" da Editora Casa Dois e o Site Jubilaeum

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