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ORAÇÃO
DO EVANGELIZADOR
Senhor e Deus da História, dá me a coragem de adentrá-la
sem amedrontar-me, sem deixar-me pernear
selas "sombras do passado", sem receios diante das miragens...
De horizontes novos, porventura incertos e inseguros.
A tua verdade evangélica, Senhor, se encarna nesta História
Consagrando, iluminando, transformando.
Bem sei, ó meu Senhor, que o Evangelho - parcela mais
candente da tua verdade -
é "força de Deus para a salvação de todos", luz, vida e
liberdade
para o progresso da humanidade.
Dá-me a sabedoria do alto para discernir em cada cultura
"as sementes do verbo", sabores e remansos.
Parcelas do único e sempiterno "esplendor da verdade".
Não permitas, Senhor, que as acusações, as mórbidas invectivas, o
martírio
de milhões de missionários, irmãos e irmãs nossos,
parceiros da tua e nossa missão, entalem a ousadia do presente,
enpanem a imagem do Evangelho, entravem o esforço e dever de
anunciar
"oportuna e inoportunamente" que "só Deus é
Bom".
Senhor, impele com vento forte do teu amor,
as nossas frágeis caravelas e navegar... Pelos "mares bravios"
aas ondas sonoras, hertizianas e informáticas da multimídia.
Os novos areópagos do mundo moderno, Senhor, eu te peço, não me
apavorem,
nem decepcionem tal como a Paulo de Tarso, teu escolhido Evangelizador e
Mártir.
Do amor sem fim do teu mistério de Cruz. Só tu, Senhor, podes tanger as
fibras e vibrações da voz, dos sentimentos, do "novo ardor".
Somente tu conheces e convertes os corações dos Evangelizadores e dos
Evangelizandos. Por vezes tremem os alicerces, o solo movediço de nossas
lábeis cortezas... As aspirações dos ouvintes sedentos encantam,
comovem e arrasam
Crianças carentes e famintas de um amor que nunca tiveram
Pobres e sofridos, aguardando a "opção preferencial e
evangélica", prometida.
Operários e jovens, vociferando nas praças contra a inércia dos
responsáveis,
reclamando direitos que lhes foram colhidos, jamais restituídos.
Só tu, Senhor, sabes saciar a todos com o dom, a abundância do teu
Espírito.
Meu Senhor e Deus da boa-nova, dá-me a intrepidez dos mártires,
A lucidez dos confessores, a pureza das Virgens, a singeleza das crianças!
Que eu experimente o sabor da verdade para irradiá-la, contagiando: por
gestos, palavras, e atitudes conseqüentes. Qual será o nosso jeito de evangelizar? Responda-me a consistência da fé: "Será o teu jeito,
sempre igual, amando até o extremo". Será esta a bandeira, o signo
do êxito na busca da certeza que converte nas sofreguidões por água
viva "que jorra até a vida eterna"!
Dá-me, Senhor, desta água viva, "jorrando em borbotões do teu
coração transpassado, coração de um mundo novo! Amém!
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