\n'; document.write(barra); } } changePage();
| 1. | O novo "Rito da penitência", também chamado "Rito da reconciliação" enriqueceu sobremaneira a celebração deste sacramento, confirmando a realidade mais profunda de sua significação de ser a santificação do homem e a glorificação de Deus. A própria duplicidade em sua denominação exprime a riqueza nele contida, para responder às diferentes situações em que se encontram os fiéis (carentes de uma conversão ou de uma reconciliação). Por isso o ritual requer um uso de modo inteligente adaptando-os às várias necessidades e circunstâncias. |
| 2. | Para uma verdadeira renovação do sacramento da penitência devemos redescobrir que ele constitui sobretudo um ato de culto, uma celebração vivencial, um momento comunitário. |
| 3. | Esta realidade profunda do sacramento é expressa através de sinais e, em sua essência, se compõe, da parte do penitente, de uma atitude cultual de arrependimento (conversão) diante de Deus, pois "desta contrição do coração depende a verdade da penitência" (OP 6) e, da parte da Igreja, representada pelo ministro, das palavras e gestos rituais de reconciliação (cf. Rec. et Paenitentia, nº 31,III). Desta forma, o ministro da penitência manifesta a misericórdia de Deus Pai, acolhendo o penitente, ouvindo-o, esclarecendo-o, confortando-o com a Palavra e anuncia o perdão que vem do Pai pelo Cristo no Espírito. |
| 4. | A narrativa dos Santos Evangelhos e a experiência dos cristãos que a sabedoria da Igreja soube canonizar, nos revelam que quanto mais o homem se confrontar com o amor de Deus, mais se sentirá pecador e é neste confronto com a perfeição divina que somos chamados a celebrar a bondade e a misericórdia de Deus para conosco, reatando assim novamente a Aliança. |
| 5. | A liturgia penitencial celebrada na sua dimensão eclesial constitui uma vivência extraordinária do mistério pascal, pois neste mistério da Morte e Ressurreição de Cristo estão as raízes da libertação do homem e reconciliação com Deus. Assim convém que a confissão se faça no contexto da proclamação da Palavra de Deus, onde se revela o mistério salvífico de Cristo que nos chama à sua participação abrindo perspectivas para uma vida nova e uma experiência profunda em Deus. Tudo isso permitirá viver o sacramento da penitência numa perspectiva batismal como nascimento no Espírito, como uma passagem através da morte e ressurreição do Cristo e como uma nova e melhor integração na comunidade eclesial. |
| 6. | Todo sacramento é obra do Espírito e na Penitência, o gesto de imposição das mãos é um apelo à sua vinda. |
| 7. | A alegria do perdão deve, pois, transparecer na celebração em cantos e atitudes. Se o pecado é a degradação do homem, o perdão o reabilita; se o pecado humilha, o perdão restabelece na dignidade de filho; se o afastamento o entristece, a volta traz consigo o júbilo que provoca a festa de um banquete (cf. CNBB, Doc 6, 1977), uma vez que tudo se orienta para a Eucaristia, onde este sacramento encontra a sua plenitude, pois reconciliado com o corpo eclesial de Cristo o cristão deve tomar parte também no Corpo Eucarístico. |
| 8. | O novo rito frisa o pecado não apenas enquanto infidelidade a Deus, mas também como dano causado à Comunidade eclesial, cuja santidade é ofuscada pelo pecado. Também os pecados mais pessoais e ocultos não deixam de ter repercussão desfavorável sobre o corpo místico de Cristo e sobre o próprio mundo. Assim, a Igreja, fiel a seu próprio ensinamento, no mistério da reconciliação, leva o homem a considerar, hoje, de modo especial, as consequências sociais do pecado, sem se esquecer de insistir na natureza própria da penitência, que renuncia ao pecado como infidelidade a Deus (cf. CNBB, Doc 6, 1977). Contudo, é comum ainda em nossos dias presenciarmos liturgias penitenciais que levam a um exame de consciência individualista, em que cada um só considera seu relacionamento com Deus, fazendo da celebração penitencial um ato coletivo mas não comunitário (cf. CNBB, Doc 6, 1977). |
| 9. | É necessário que os fiéis sejam despertados para a percepção do próprio comprometimento com as situações do pecado. Isto exige uma catequese que deve levar à formação da consciência frente ao Projeto de Deus e à realidade em que se vive. Uma catequese que ajude a pessoa a fazer uma análise crítica do seu comportamento, bem como das estruturas, visando a transformação pessoal e social. |
Eis algumas pistas de idéias força para isto:
| 1 | necessidade de um ideal comunitário e condições para que os fiéis possam se integrar numa Comunidade concreta; |
| 2 | necessidade de celebrações temáticas, por exemplo: as injustiças sociais, a solidariedade humana e cristã, os temas da Campanha da Fraternidade, a vida da Igreja em termos de fraternidade, a ausência nas assembléias eucarísticas, os mandamentos de Deus. |
| 3 | indicar a situação de pecado em que vivemos e mostrar que estamos comprometidos com esta situação. Há pecados causas e pecados-efeitos. Despertar, através da celebração, para a vitória sobre os pecados causas (cf. CNBB, Doc 6, 1977). |
| 4 | deixar espaço à criatividade nas celebrações para gestos, sinais e símbolos que manifestem o sentido do sacramento. |
| 10. | Procurem, sacerdotes e ministros da celebração da Palavra, conhecer e ter intimidade como o novo "Rito da penitência" sobretudo com a introdução de caráter teológico, litúrgico e pastoral e com os documentos da Igreja que tratam do sacramento da penitência e reconciliação. | ||
| 11. | As comunidades cristãs devem formar o povo no verdadeiro espírito da penitência evangélica, dando novo realce ao sacramento da reconciliação, através de uma catequese renovada. Nisto pode ajudar muito a formação de uma equipe de pastoral do sacramento da reconciliação. | ||
| 12. | Esta catequese deve levar o cristão a uma tomada de consciência de sua pertença à Comunidade eclesial através do batismo e por cujo crescimento ele é responsável enquanto busca atingir a plenitude de Cristo (Ef 3,19). Bem como indicar a situação de pecado em que vivemos e com a qual estamos comprometidos (cf. CNBB, Doc 6, 1977). | ||
| 13. | O rito da penitência, propõe três formas diversas de celebração do sacramento da Reconciliação, que permitem destacar e valorizar certos aspectos deste Sacramento, bem como atender certas circunstâncias e adaptar-se às necessidades pastorais dos fiéis, cuidando os pastores de não restringir a celebração a uma única forma, empobrecendo o uso do ritual. Estas formas são: | ||
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13.1 |
Reconciliação individual dos penitentes | ||
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13.1.1 |
Esta norma constitui o único modo ordinário e normal da celebração sacramental, que não pode nem deve deixar-se cair em desuso ou ser descurada (cf. Cân. 960 e RP nº 32) e nem muito menos perder o seu caráter celebrativo. | ||
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13.1.2 |
Este rito é celebrado no contato direto e pessoal entre penitente e confessor, na forma de um diálogo, partindo da Palavra de Deus. | ||
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13.1.3 |
Neste rito destacam-se os aspectos pessoais da penitência, através do empenho particular do penitente. Propicia-se ocasião para o aconselhamento pastoral; revisão e orientação de vida e também direção espiritual. | ||
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13.1.4 |
Não se reduza esta celebração individual simplesmente à absolvição sacramental dos pecados. Mas a partir dos apelos da Palavra de Deus e da vida, seja uma oportunidade de ajuda à conversão, e de formação da consciência, bem como de crescimento espiritual. | ||
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13.1.5 |
Não se negue a ninguém o direito de ser ouvido quando manifeste o desejo de atendimento pessoal. | ||
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13.1.6 |
Que haja um local apropriado para se ouvir confissões, facilitando o diálogo pastoral e o aspecto celebrativo do sacramento. A cruz, a água, o círio, a Bíblia, as vestes litúrgicas podem favorecer este aspecto. | ||
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13.1.7 |
Que este local seja discreto, de fácil acesso, e que tenha uma clara indicação. | ||
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13.1.8 |
Para as confissões individuais haja horários certos e visivelmente afixados. | ||
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13.2 |
Reconciliação de vários penitentes com confissão e absolvição individual. | ||
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13.2.1 |
Este rito supõe uma proclamação da Palavra de Deus na forma de uma "celebração penitencial da Palavra", e na prática se reduz à forma ordinária da confissão individual. | ||
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13.2.2 |
"A celebração em comum manifesta mais claramente a natureza eclesial do sacramento" (OP); pois "à medida em que todos tomam consciência da dimensão comunitária do pecado e de suas implicações sociais e querem contribuir para que a Comunidade saia do pecado, então temos uma celebração comunitária" (cf. CNBB, Doc 6, 1977). | ||
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13.2.3 |
Evidencia o caráter eclesial da conversão e da reconciliação. | ||
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13.2.4 |
Supõe um número suficiente de confessores para que os fiéis sejam atendidos em tempo conveniente. | ||
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13.2.5 |
Neste sentido, que os presbíteros de uma mesma cidade, setor ou Região se organizem para que possam atender às confissões, num tempo conveniente, e de forma a dar a cada pessoa toda a atenção necessária. | ||
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13.2.6 |
Esta forma de celebração, tem a dupla vantagem de realçar os aspectos comunitários da Reconciliação e de valorizar igualmente o empenho do penitente, expresso no diálogo com o sacerdote. | ||
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13.3 |
Reconciliação de vários penitentes com a confissão e a absolvição coletiva. | ||
|
13.3.1 |
Este rito é realizado no contexto de uma celebração da Palavra e de tomada de consciência dos pecados pessoais, comunitários e sociais. Os fiéis confessam genericamente sua condição de pecadores e são exortados ao arrependimento, invocando a misericórdia do Senhor. Todos juntos, então, recebem a absolvição coletiva de seus pecados, manifestando o desejo de recebê-la através de um sinal ou gesto concreto. | ||
|
13.3.2 |
Embora a legislação atual restrinja a prática que se seguiu às "Normas Pastorais para a Absolvição Geral" aprovadas pelo Papa Paulo VI em 1972 (NPAG, 1972) permanece a possibilidade de se recorrer à absolvição coletiva como meio extraordinário de reconciliação, em determinadas circunstâncias pastorais. | ||
|
13.3.3 |
Tendo presente o parágrafo 13.1.1. destas normas e conjugados o
cân. 961 do CDC e o números 31 a 35 do "Ordo Penitentiae" |
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|
13.3.4 |
Portanto, para dar licitamente a absolvição coletiva, fora do perigo de morte, não basta que os confessores sejam insuficientes em vista do número de penitentes, mas se requer além disso, que sem a absolvição coletiva, esses fiéis, permaneceriam por cerca de um mês privados do perdão sacramental ou da comunhão (legislação complementar da CNBB nº 6 - Quanto ao cân 961 parág.2) | ||
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13.3.5 |
Em nossa realidade: - A escassez de confessores; |
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13.3.6 |
Além das ocasiões indicadas, ocorrendo outra necessidade grave de se conceder a absolvição coletiva, o presbítero deverá recorrer, previamente, se possível, ao bispo ou informá- lo depois da necessidade que se apresentou. | ||
|
13.3.7 |
Surgindo oportunidade, aquele a quem são perdoados pecados graves mediante absolvição coletiva, quanto antes, procure a confissão individual (cf. cân. 963), ocasião em que o ministro poderá proporcionar uma relação de ajuda pessoal ou aconselhamento pastoral. | ||
|
13.3.8 |
O perdão, porém, dado na absolvição coletiva não pode ser considerado um perdão condicional: o pecado uma vez perdoado não revive. | ||
|
13.3.9 |
A realização do rito comunitário da penitência com absolvição coletiva, pode por vezes, tornar-se pastoralmente uma obrigação, se os fiéis, sem esta celebração ficassem longo tempo (cerca de um mês) privados da graça sacramental (cf. NPAG-III); LC da CNBB). | ||
| 14. | Celebrações penitenciais | ||
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14.1 |
"Celebrações penitenciais, são reuniões do povo de Deus para ouvir sua palavra que convida à conversão e à renovação de vida, proclamando também nossa libertação do pecado pela morte e ressurreição de Cristo" (OP 36). | ||
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14.2 |
Estas celebrações podem também ser presididas por ministros leigos. | ||
|
14.3 |
A prática destas celebrações pode favorecer pedagogicamente a formação da consciência dos fiéis a buscar o perdão e suas mediações, não apenas no Sacramento, mas também na oração da Igreja e na renovação da vivência da caridade e fraternidade (cf. CNBB, Doc 6, 1977). | ||
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14.4 |
Deve-se cuidar, no entanto, que os fiéis não confundam estas celebrações com a celebração sacramental. | ||
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14.5 |
Tenham as comunidades a preocupação pastoral de preparar adequadamente ministros da celebração penitencial bem como uma equipe de pastoral da reconciliação. | ||
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13.3.9 |
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Cada Comunidade deve procurar organizar seu calendário de confissões ao longo do ano litúrgico de tal modo que as três formas de celebração da Reconciliação, previstas no "Rito da Penitência" sejam equilibradamente valorizadas, para que o povo seja atendido como convém e o próprio Sacramento seja plenamente vivido em toda a sua riqueza e amplitude.
O sacramento da reconciliação ou confissão é o sinal do amor de Deus que perdoa nossa fraquesa e nos resgata do desvio para o verdadeiro caminho. É a experiência da misericórdia de Deus que nos levanta de nossas quedas.
Quando a consciência nos acusa pela infidelidade ou incoerência a Deus, humildemente reconhecemos nossas próprias faltas e fraquezas, arrependemo-nos, confessamos os nossos pecados, recebemos a manifestação do amor de Deus pelo gesto sacramental (absolvição) e assumimos novos passos na comunhão com Deus e com os irmãos.
É comum as pessoas afirmarem que não sabem o que confessar. Isto significa uma falta de consciência de seus pecados. Na realidade todos nós somos pecadores e o pecado se manifesta em nossa vida toda vez que nos distanciamos ou rompemos com Deus e os irmãos. E perdemos a paz. Para perceber as nossas falhas devemos confrontar a nossa vida com a Palavra de Deus, onde Ele nos revela a sua vontade sobre nós, e viver em comunhão de amor.
Neste exame devemos rever as nossas relações: com Deus, com os outros, com o mundo e conosco mesmo. Nisto poderemos ser ajudados pela leitura e oração dos Salmos 50, 129 e 138.
A confissão é uma celebração do amor de Deus. Por isso começamos invocando a Trindade com o sinal da Cruz.
Ao convite do padre que representa a Igreja como comunidade reunida por Deus na fé em Jesus ressuscitado, e assim representa também a Deus, o penitente deve dizer o tempo ocorrido da sua última confissão e acusar todos os seus pecados.
Após ouvir as palavras de orientação do padre, o penitente pede o perdão com palavras espontâneas ou rezando um ato de contrição: "Meu Pai, pequei contra vós. Já não sou digno de ser chamado vosso filho. Tende piedade de mim, que sou pecador".
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O penitente sempre recebe uma penitência, pois a confissão perdoa os pecados mas não repara as desordens que eles causaram. A penitência também quer ser um lembrete, um sinal de esperança, uma motivação a mais para assumir novamente o caminho com fidelidade a perseverança.
Finalmente, o penitente poderá fazer uma ação de graças pelo perdão recebido rezando alguma oração de agradecimento.
Os católicos confessam-se com os padres, que também são pecadores; os crentes confessam-se somente com Deus! - porque lemos na Bíblia: "Quem pode perdoar os pecados, senão só Deus?" (Mc 2,7).
Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados, e até O taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu (Mc 2,10): "Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados..." Jesus curou o paralítico perdoado, à vista deles.
Este poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e seus legítimos sucessores, no dia mais solene, da sua Ressurreição, quando lhes apareceu e disse (Jo 20,21-23): "Assim como meu Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
Não resta dúvida que o sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: "Recebei o (dom do) Espírito Santo..." expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido, em favor das almas, remidas pelo seu sangue derramado na cruz.
Daí dizer: "Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores, demonstra igual insensatez, como afirmar: "Eu não vou, com a minha doença procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes".
Por isso os católicos, mesmo que sejam papas, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus.
Os outros crentes, porém, preferem ignorar estas palavras de Jesus, e desprezar o grande dom de Jesus, no sacramento da Penitência. Para motivar este procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: "Convertei-vos... fazei penitência... arrependei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados,... para que sejais salvos".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, confirme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Jesus e seu Evangelho; para os que não tem nenhuma ocasião de se confessar; e são ainda condições necessárias para obter perdão na boa Confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressucitado, com as quais ele instituiu o sacramento da Penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá perdão!
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na cruz" (Flp 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18,14).
Alguns "crentes"aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! (Consequentemente, não precisarão mais de nenhuma Confissão). Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3, 6 e 9: "Quem permanece Nele, não peca; quem peca, não O viu, nem O conhece" e "Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino" (a graça santificante).
Lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bïblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras, devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus (Magistério da Igreja). Ora, o próprio João Apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa de nossos pecados, e nos purifica de toda a iniquidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamos-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".
Por isso a tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: "Todo aquele que é gerado por Deus não peca", no sentido de "não deve pecar gravemente", já que possuindo a graça de Deus, tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves - venais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe.
Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.
O sacramento da reconciliação ou confissão é o sinal do amor de Deus que perdoa nossa fraqueza e nos resgata do desvio para o verdadeiro caminho. É a experiência da misericórdia de Deus que nos levanta de nossas quedas.
Quando a consciência nos acusa pela infidelidade ou incoerência a Deus, humildemente reconhecemos nossas próprias faltas e fraquezas, arrependemo-nos, confessamos os nossos pecados, recebemos a manifestação do amor de Deus pelo gesto sacramental (absolvição) e assumimos novos passos na comunhão com Deus e com os irmãos.
É comum as pessoas afirmarem que não sabem o que confessar. Isto significa uma falta de consciência de seus pecados. Na realidade todos nós somos pecadores e o pecado se manifesta em nossa vida toda vez que nos distanciamos ou rompemos com Deus e os irmãos. E perdemos a paz. Para perceber as nossas falhas devemos confrontar a nossa vida com a Palavra de Deus, onde Ele nos revela a sua vontade sobre nós, e viver em comunhão de amor.
Neste exame devemos rever as nossas relações: com Deus, com os outros, com o mundo e conosco mesmo. Nisto poderemos ser ajudados pela leitura e oração dos Salmos 50, 129 e 138.
A confissão é uma celebração do amor de Deus. Por isso começamos invocando a Trindade com o sinal da Cruz.
Ao convite do padre que representa a Igreja como comunidade reunida por Deus na fé em Jesus ressuscitado, e assim representa também a Deus, o penitente deve dizer o tempo ocorrido da sua última confissão e acusar todos os seus pecados.
Após ouvir as palavras de orientação do padre, o penitente pede o perdão com palavras espontâneas ou rezando um ato de contrição: "Meu Pai, pequei contra vós. Já não sou digno de ser chamado vosso filho. Tende piedade de mim, que sou pecador".
O padre, impondo as mãos, reza e concede o perdão sacramental e saúda com a paz.
O penitente sempre recebe uma penitência, pois a confissão perdoa os pecados mas não repara as desordens que eles causaram. A penitência também quer ser um lembrete, um sinal de esperança, uma motivação a mais para assumir novamente o caminho com fidelidade a perseverança.
Finalmente, o penitente poderá fazer uma ação de graças pelo perdão recebido rezando alguma oração de agradecimento.
Os católicos confessam-se com os padres, que também são pecadores; os crentes confessam-se somente com Deus! - porque lemos na Bíblia: "Quem pode perdoar os pecados, senão só Deus?" (Mc 2,7).
Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados, e até O taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu (Mc 2,10): "Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar só pecados..." Jesus curou o paralítico perdoado, à vista deles.
Este poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e seus legítimos sucessores, no dia mais solene, da sua Ressurreição, quando lhes apareceu e disse (Jo 20,21-23): "Assim como meu Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
Não resta dúvida que o sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: "Recebei o (dom do) Espírito Santo..." expressam os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido, em favor das almas, remidas pelo seu sangue derramado na cruz.
Daí dizer: "Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores, demonstra igual insensatez, como afirmar: "Eu não vou, com a minha doença procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes".
Por isso os católicos, mesmo que sejam papas, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante de um simples sacerdote, para receber o perdão de Deus.
Os outros crentes, porém, preferem ignorar estas palavras de Jesus, e desprezar o grande dom de Jesus, no sacramento da Penitência. Para motivar este procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: "Convertei-vos... fazei penitência... arrependei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados,... para que sejais salvos".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, confirme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Jesus e seu Evangelho; para os que não tem nenhuma ocasião de se confessar; e são ainda condições necessárias para obter perdão na boa Confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da Penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá perdão!
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na cruz" (Flp 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18,14).
Alguns "crentes"aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! (Conseqüentemente, não precisarão mais de nenhuma Confissão). Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3, 6 e 9: "Quem permanece Nele, não peca; quem peca, não O viu, nem O conhece" e "Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino" (a graça santificante).
Lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras, devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus (magistério da Igreja). Ora, o próprio João apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa de nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamos-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".
Por isso a tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: "Todo aquele que é gerado por Deus não peca", no sentido de "não deve pecar gravemente", já que possuindo a graça de Deus, tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves - venais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe.
Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da confissão.
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