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Os efeitos do fumo |
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PODE-SE PROIBIR? É comum
ouvir-se a pergunta: se o cigarro é tão mortífero, por que não se
proíbe definitivamente sua fabricação e venda? Segundo a advogada Ana
Paula Aguiar a resposta é simples: não se pode acabar com o tabagismo
por decreto. O uso d tabaco no mundo data de 450 anos. "O tabagismo
incorporou-se à sociedade como um comportamento normal que não se
concede a nenhuma outra droga. Para banir o tabaco, é preciso antes criar
uma sociedade consciente", fala. CURIOSIDADES SOBRE O ATO DE FUMAR Após uma tragada a nicotina chega ao cérebro em sete segundos. Em média traga-se dez vezes um cigarro. Quem fuma um maço por dia sofre, portanto, 200 impactos cerebrais de nicotina, totalizando 73 mil impactos por ano. Cada vez que a nicotina chega ao cérebro ela provoca a liberação de hormônios; muitos psicoativos. Os receptores específicos cerebrais que reconhecem a nicotina exigem, com o decorrer do tempo, quantidade cada vez maior da droga para dar nível de resposta. É a nicotina-dependência, cujo tempo de instalação varia conforme os organismos e a quantidade de cigarros diariamente consumidos. Dos adolescentes e jovens que se iniciam no tabagismo, quando chegam aos 19 anos, 90% tornam-se nicotino-dependentes. A menopausa precoce é mais freqüente nas mulheres fumantes. Estas quando associam o fumo com a pílula anticoncepcional têm risco aumentado em até 700% de sofrer infarto do coração e acidente vascular cerebral. O tabagismo nas mulheres aumenta o risco de contrair câncer de colo e útero. Quando a mulher fuma durante a gravidez aumenta as chances de deslocamento precoce da placenta, de aborto, parto prematuro. Filhos de mães que fumam durante a gestação têm maiores riscos de prejuízos de desenvolvimento mental, no período escolar, por atrasos da habilidade geral, compreensão à leitura e à matemática. Já foram
identificadas no fumo, além da nicotina, mais de 4.700 substâncias. AS LEIS E DECRETOS Lei nº
11.999, de 03 de agosto de 1992. Lei nº
1.508, de 22 de fevereiro de 1960. Lei nº
5.700, de 15 de julho de 1993. Lei nº
7.599, de 05 de agosto de 1994. Lei nº
9.294, de 15 de julho de 1996(regula o artigo 4º da constituição
federal) Decreto nº2.018, de 1º de outubro de 1996. Regulamenta a lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996. ORAÇÃO
DO FUMANTE
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